TEXTO
Trágicos traços
O pulmão do mundo está com câncer,
Doença trágica,
Que como por mágica
Foi trazida por seres doentes,
Doentes de ganância,
também um terrível mal,
E antes que este mal avance,
Alguém tem que pensar diferente,
Abrindo mais sua mente,
Para não haver um colapso total.
Não vamos ficar sentados,
Olhando o que se passa,
Esperando que outro faça.
Vamos lutar,
Vamos ao menos tentar,
Coibir esse hediondo crime,
Não vamos deixar crescer
Essa doença terrível,
Pois não há nada mais temível,
Que a Amazônia morrer.
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Carências
Em certos momentos parece
Que não temos mais o chão
Isso sempre acontece
Quando se magoa o coração.
Viver assim tão sozinho
Faz o mundo parecer vazio
Mesmo cercado de gente
Se não se tem mais querer
Não se quer mais viver.
Mas isso é só aparência
Porque um copo de vinho
Livrará o coração da carência
E dará um novo rumo
A quem achar que o destino
Tirará de si o prumo.
Se isso acontecer
A vida vira um desatino
Para o que olha a tristeza
Sem ver a beleza
Das flores de um jardim
Por isso peço a Deus
Que os delírios meus
Se afastem para sempre de mim.
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Em busca de sonhos
Almas solitárias
feridas pensando,
em cantos contentes,
fazendo repentes,
vão caminhando
no triste abandono,
com passos sem dono,
a viver como párias,
sem futuro risonho,
se atrevem na vida,
em mais uma corrida
na busca de um sonho.
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Viuvez de pensamentos
Tantas vezes vi o sol iluminar uns rostos tristes, e a chuva molhar algumas faces sorridentes. Muitas vezes vi lágrimas caírem pela dor, e outras maiores por alegria. Também vi folhas caírem pela seca, outras apenas por ser outono. Vi flores perderem a cor por negligência, mas centenas delas feneceram por ser sua hora.
E num relance vejo a vida entre os dedos, escorrendo liquidamente só por prazer, não dando tempo ao meu tempo, que esguio e despercebido segue em frente, deixando sorrisos e flores pelo caminho no andar indiferente.
Meu olhar não consegue perseguir o vento que leva minha alma insegura, pelos campos verdes que não são mais de esperança, mas de um amarelo pálido do sorriso sem anseios, num cantar de rouxinol enviuvado em seu repente, no sorriso indisciplinado da criança, que vive no interior de cada um.
E os rostos tristes não tornaram a ser alegres, e os sorridentes talvez também venham a entristecer. E assim permanece a vida em uma corrida alucinada, não levando em conta, nem o canto solitário do pássaro sem companheira, nem do som do sol brilhando no orvalho, enquanto as flores sobreviventes se esgueiram no amanhecer.
Enfim, nem sei se o olhar persegue a realidade ou se este mundo é uma ilusão, apenas sigo com os passos na certeza de uma estrada, que me traga não só pedras, mas a Paz no coração.
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Trova
Na luz difusa do entardecer
Pintando cores do sol poente
Nuvem brincando faz merecer
Dos pássaros canção dolente
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Uma carta
Envelope branco selado
Com letras redondas escrito,
No verso aquele nome vedado
Que há muito estava esquecido.
Não sei se devo ou não devo
A dúvida cruel insiste
Pois no coração inda existe
Prevenção, mágoa e muito medo.
Deixo o carteiro na calçada
Já convencida subo a escada
Amasso o indefeso papel.
Acertando a cesta do lixo
Jogando com ele o capricho
amor, dor e o amargo do fel.
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Dor de Amor
Quantas vezes o cimento do amor
é feito com argamassa de segunda,
e não cola,
fica esfarelando pelas frestas dos dedos,
construindo a solidão.
Nosso querer some com a dor,
e a saudade vagabunda,
esfola,
fica nas noites os medos,
e adormece o coração.
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Conserve o Planeta, ainda dá tempo!
Só se mede o grau de cultura de um povo, por sua capacidade
de cuidar de suas heranças culturais.
Ninguém pode ser considerado verdadeiramente culto,
se não souber preservar suas cidades, suas ruas, seu verde,
seus livros, sua história.
Dá pena ver o que se faz nos locais onde a UNESCO brindou com o título de "Patrimônio Cultural da Humanidade".
Um título que é orgulho para a cidade que o recebe, e que poucos dão valor.
Conserve o Planeta, ainda dá tempo.
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O bem maior
C onvenhamos todos nós
O nde tem sabedoria
N ão cabe a malquerença.
H á somente sapiência.
E ntão se assim for
C abe dizer que a presença, da
I nformação é preciso
M esmo que errar aconteça.
E m verdade acredito
N em precisa de ser dito, e
T ambém que prevaleça
O saber que é o bem maior.
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A saudade
Guardar no coração pode ser
Dor maior, porque não temos
A coragem de esquecer.
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PIRIN (texto infantil escrito em 1990)
Era uma vez, um anãozinho que morava em uma linda floresta, cheia de flores e lindos pássaros.
O solo era coberto de uma relva verde e macia.
Sua casinha ficava embaixo de uma frondosa árvore, onde os raios do sol pincelavam de ouro o pequeno telhado vermelho.
De sua pequena janelinha, o anãozinho, que se chamava Pirin, olhava o seu jardim, onde borboletas coloridas esvoaçavam alegres pelos canteiros perfumados.
Uma manhã, bem de repente, Pirin começou a ouvir um ruído muito estranho! Era um barulho que nunca ouvira antes. Parecia o som de um trovão. Mas não, não poderia ser um trovão, pois o céu estava azul, azul, desde manhãzinha, e era certeza que chuva não viria hoje.
Então, que barulho era esse?
Curioso, Pirin saiu de sua casinha para verificar o que estava acontecendo. Andou um pouco pela floresta, e uai! Que coisa esquisita! A sua frente estava um monstro enorme, roncando como um dragão faminto, derrubando árvores e cipós como se fossem plumas! Credo! O ronco desse monstro era mesmo ensurdecedor, e sua atitude aterradora!
Pirin parou, pensou, e como era muito corajoso, correu para frente daquela coisa enorme e feia e gritou:
- Pare! Pare! Sou um morador dessa floresta e não permito que destrua essas árvores, que são o lar de tantos bichinhos meus amigos!
Mas o monstro não lhe deu ouvidos e continuou a roncar e derrubar árvores! Pirin, corajoso, não saiu da frente. Então, como por mágica o monstro parou, e dele saiu um gigante, - parecido comigo, pensou Pirin - mas enorme, muito grande mesmo!
E o gigante falou:
- Não posso parar, porque estou cumprindo ordens, e devo continuar porque aqui passará o progresso!
- Progresso? O que é isso PROGRESSO? Nunca ouvi nada parecido e nem ouvi falar em Progresso. Pode explicar?
- Progresso, Senhor, são enormes edifícios cheios de gente; casas e ruas, carros e fumaça por todos os lados. Por isso, senhor, devo continuar com meu trabalho.
Então Pirin desesperado, saiu correndo para o interior da floresta, e aos gritos começou a chamar seus amigos moradores daquele lugar, e explicou o que estava acontecendo.
A cada instante chegavam animaizinhos de todos os cantos e ficavam ouvindo com atenção a explicação de Pirin sobre o monstro. Então se reuniram e seguiram para o local onde estava acontecendo o desastre. Iam todos na maior algazarra. O leão urrava, o tigre rugia, o macaco guinchava, os pássaros chilreavam.
Nesta confusão chegaram ao local e colocaram-se em frente ao monstro, e foi tanta a barulheira que o ronco do motor do monstro foi abafado, e o gigante foi obrigado a ouvir o que eles tinham a dizer.
Pirin falou:
- Senhor Monstro! Nós moradores da floresta não deixaremos mais esse tal Progresso tomar conta de nossas moradas, enchendo de grandes prédios, casas, gente e carros com fumaça e tudo mais. Fumaça tira nosso ar, e nós todos morreremos se isto acontecer. Pense nisto!
O homem ficou calado, pensou e pensou! Então, como era um ser humano bondoso, subiu na máquina, virou a direção e foi embora.
A população da floresta toda explodiu em vivas e hurras enquanto ele se afastava.
O tempo foi passando, Pirin continuava em sua linda casinha na floresta debaixo da mesma árvore frondosa. Pelos caminhos abertos pela máquina infernal do homem, já começavam a despontar alguns brotinhos verdes, pois a sábia natureza começava a se recompor. Certo dia, porém, Pirin ouviu novamente um ronco muito estranho! Parecia um trovão, mas não era. O que seria esse barulho vindo do alto? Correu para fora da casinha, e erguendo os olhos para o céu viu um enorme pássaro, mas seria mesmo um pássaro? Era brilhante como o sol, rugia como um leão e voava como uma águia.
Então, daquele estranho pássaro, começou a cair uma chuva de flores e sementes, no local onde antes aquela outra máquina havia destruído tudo. Os moradores da floresta acharam aquilo bom demais!
O tempo foi passando, e aquelas sementes foram nascendo com as chuvas que caíam, e a floresta naquele local, voltou a ser exuberante como era antes.
Ah! Se todos agissem assim, nenhum Pirin, pássaro ou bichinho da floresta seria destruído pela ganância do Homem.
E este planeta voltaria a ser o Paraíso.
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Carnaval
Delírio de imensas multidões que brilham em fantasias arrojadas, ou não.
Alguns apenas saem vestidos de sua alegria.
Em algumas cidades, as avenidas são tomadas por uma massa que canta e dança ao som de alegres trios elétricos ou escolas de samba.
Em outras, apenas o rumor do que está acontecendo muito longe dali.
Em alguns semblantes, o reflexo da magia que entorna de um imenso cálice cheio de momentos de faz de conta, desenhados nas roupas coloridas idealizadas nos momentos de solidão, ou apenas para dar algum recado.
Outros querem ser reis ou rainhas, fantasmas ou passarinhos.
Mas tem também, aqueles que brilham nos paetês de seus sonhos, em roupas, algumas vezes tão poucas ou quase nada, que se pensa talvez, no seu nascer.
Não há ricos, não há pobres, religião ou etnia. Há somente a união de uma alegria tão grande, que mesmo que seja só pela televisão, une um povo que respira a euforia, em apenas alguns dias, dias estes, dedicados a transformar ou esquecer os problemas que lá estão.
Tudo isso, em um momento que chamamos de Carnaval.
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Amazônia
A vista do verde esperança
M ata virgem deflorada
A rvores ficam na lembrança.
Z ona do Tambaqui e Tucunaré
O nde vive a Tocandira
N as voltas do Igarapé.
I ndio rema a Ubá ligeira
A nda em busca da seringueira.
V iajante que por lá ingressa,
E ncontra a Anta, Paca e Pacu.
R aro ver o Uirapuru,
D o canto o rei da floresta
E que deixa a mata em festa.
D as margens do rio que se foi
O uça o som do Peixe Boi.
N a curva do Negro, o Socó
O uve o rufo da Garça faceira.
S ozinho o Tamanduá Bandeira
S obe o barranco, e o Jaó
O usa enfrentar a Caranguejeira.
B acuri, Jenipapo e Taperebá,
R ente à mata o cupuaçu,
A çaí, Bacabá e Guaraná.
S elva pura tem a Iguana
I lhas tem a Sussuarana, e
L onge a Onça Pintada caça o Caititu.
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O brinde
Tudo era motivo para ele brindar.
Valdemar achava sempre que a vida era uma festa. Seu brinde era um incentivo para quem era dirigido.
Um dia o brinde era pelo aniversário de alguém, outro dia porque alguém se casava. As formaturas eram suas preferidas. Quando alguém recebia um diploma ele discursava, e claro, brindava.
Os vinhos em sua adega eram de classe e bom gosto, das melhores regiões vinícolas do Brasil. Fazia questão que fossem nacionais. Temos vinhos muito bons, dizia, porque trazer de fora? E não faltavam no almoço nem no jantar. E o brinde diário era para felicidade e sucesso dos que estivessem à mesa, mesmo que só fosse ele e a esposa.
À noite na hora do descanso, sentando ao lado da esposa nas poltronas favoritas, ele trazia chocolate, queijos e o vinho. Ela perguntava, sabendo já a resposta, a que brindamos hoje? E ele com um sorriso largo, os braços erguidos com a taça na mão dizia: “Ao Amor!”
Valdemar adoeceu. Câncer. Não devido ao vinho, mas ao destino. Talvez ao acaso que lhe deu o gene paterno para a evolução do nódulo maligno.
Um dia antes de falecer, em seu aniversário, ele brindou:
“À vida!”
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Banco de favores da vida
Li alguns anos atrás na obra "Fogueira das Vaidades" escrito por Tom Wolfe em 1986, e no livro de Paulo Coelho, O Zahir, escrito em 2005, que na vida temos sempre que depositar e fazer empréstimos no "Banco de Favores".
Achei a expressão cheia de razão. Estamos sempre depositando e sacando favores no decorrer de nossa existência. Ajudamos uns e somos ajudados por outros. Toma lá da cá. Não, que quando ajudamos alguém, necessariamente essa pessoa nos ajude também. E isso não tem importância. O que vale, é a intenção de estar presente com as pessoas sempre que podemos. Assim, o mundo fica melhor, as pessoas são mais felizes, e quem ajuda também fica feliz e credora no "Banco de Favores" da vida. Somos mais felizes também.
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As sociedades
Em um vaso, um ipê em formação. Mais ou menos oitenta centímetros de altura. Tronco fino, ainda ensaiando o formato que terá ao crescer. As folhas alongadas, esbeltas e muito verdes, estavam todas com aspecto saudável. Ao dar água a esse projeto de árvore, analisei as nervuras perfeitas das folhas, o brilho que as gotas da chuva improvisada lhes davam.
Descendo os olhos pelo tronco, bem embaixo vi uma delas amarelecida, toda salpicada de pontos marrons que a deixavam com ar triste. Instintivamente levei a mão para tocá-la. Com o toque da mão ela caiu.
Fiquei olhando para a pequena folha amarelo-pintada caída no chão, e me veio à mente a pergunta: ‘de que valeu a luta dessa folhinha? Qual foi sua contribuição para o desenvolvimento de seu pai, o pé de Ipê? Quase nada, pensei!
Nascida bem embaixo do tronco, quase sufocada por suas iguais acima, sua pontinha tocando a terra, era alguma coisa quase insignificante no contexto do conjunto. E por isso, por certo se sentindo inútil, deixou-se morrer. Caiu achando-se a última das criaturas.
Tomei-a nas mãos e a incorporei à terra do vaso. Ela iria servir de adubo às demais. Sua colaboração com o grupo seria de alimentá-las. E graças a sua pequena colaboração, o tronco e suas irmãs poderiam permanecer verdes e viçosos.
Assim somos nós, alguns seres humanos, que embora se considerando a última folha caída no solo, poderemos servir aos de cima de alguma forma, dando nossa contribuição para a sombra e proteção que nos venha beneficiar.
Por isso existe a sociedade, com suas classes sociais, suas diferenças e igualdades, onde uns colaboram com os outros para que tudo seja como deve ser, interligados por seus componentes que de mãos dadas fazem a corrente do progresso.
Porque sem ele, o mundo estagnaria.
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Ainda sou eu mesma
Passei por muitos tropeços,
e muitas vezes chorei até cansar.
Tantas vezes fui traída que perdi
a confiança nos que pensava me amar.
Vezes sem conta me disseram,
que eu era a pessoa mais importante de suas vidas,
talvez a mais querida,
e esses foram sempre os que mais me magoaram.
Até algumas flores que plantei com carinho,
não nasceram ou não vingaram.
Mas, passei a vislumbrar uma luz lá no fundo,
me orientando novos caminhos
com um céu azul mais profundo,
novas oportunidades, talvez um carinho,
e essa luz me fez ver
que outros caminhos existem,
com pedras, ou sem elas, mas transmitem,
que sou eu quem deve escolher.
E percebi, depois de tanto sofrer,
que o bom sou eu que faço, e o mal também.
Por mim nada podem fazer,
ninguém tem o poder de fazer isso.
Só eu faço as escolhas,
e escolho os compromissos.
E posso ser feliz como ninguém,
mesmo depois de tantos dissabores,
tendo perdido os amores,
ainda sou eu mesma, ainda bem!
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A Paz de Espírito
A evolução não se interrompe, não para, não deixa de prosseguir.
Se sofremos aprendendo, criando, recriando, tentando melhorar, renovando a maneira de viver e reajustando os erros cometidos, somos mais fáceis de ter sucesso.
Toda criatura que prosseguir em demanda de objetivos que satisfaçam a grande Idéia Divina, pode mudar as coisas.
Basta querer.
O espírito criativo, seja onde for que esteja, poderá dar um grande impulso para construir o próprio caminho e o de outros.
Com grande elevação das coisas.
Este raciocínio faz nascer a harmonia entre os homens, e as Paz tão almejada na Terra.
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Você quer ser feliz?
Algumas dicas:
Não gaste tudo que ganha, guarde um pouco para mais tarde;
Não freqüente lugares que o(a) deixem triste;
Afaste-se de pessoas que o(a) deprimam;
Compre uma flor, se não tiver para quem dar, guarde para si;
Coma pouco, o organismo não precisa tanto;
Levante cedo e respire a vida que começa todo santo dia;
Olhe o céu, mesmo que esteja coberto de nuvens, a boa energia vem lá de cima;
Pise com firmeza por onde anda, seus passos o(a) levarão para o caminho certo;
Nunca magoe ninguém, isso pode reverter em negativismo;
Não se aborreça por nada, nem que para isso precise fazer o maior esforço;
Sorria de tudo e para tudo, essa é a forma de dizer a todos que se é feliz!
Só você pode ser feliz por você, ninguém mais.
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Isto é
S aber controlar os impulsos
U nir a sabedoria com a paciência
C onviver com a humildade
E scolher a dignidade
S entir prazer em ajudar
S alientar o dom de amar
O uvir com sapiência
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Paixão
Ela nasce na alma
Aparece no olhar
Resplandece no sorriso
Faz o coração pulsar
Paixão isso é preciso
Para quem quer sonhar
Mal pode manter a calma
E por ela perde-se o juízo.
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Promessas para o novo ano
F azer sorrir a quem estiver amargurado
E nsinar a orar a quem odeia
L avar com lágrimas as nódoas do passado
I ncluir mais sonhos na vida
Z elar pela Paz de quem me rodeia
A mar mais mesmo sem ser querida
N ão querer ser o que não sou
O uvir mais a quem falou
N avegar nas nuvens brancas colossais
O usar caminhos sem tropeços
V er as flores em seus começos
O lhar o que faço para não ofender ninguém, jamais.
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Ainda o homem das cavernas
Desde a época das cavernas que o homem luta com bizões para que seu dia seja reconhecido pelos demais. Naqueles dias, quem se destacava nas caçadas era o melhor do grupo. Hoje, quem se destaca nas salas com ar condicionado, também.
Mas a meta sempre é a mesma. Viver melhor.
Mas, um dia atrás do outro nos leva a todos para o mesmo local. Porque todos têm a mesma história: nascemos, vivemos e morremos.
Nem os vegetais escapam dessa lei imutável.
No entanto para a vida ter um certo sentido, lutamos para termos um local melhor para viver, uma roupa melhor para vestir, uma mesa com o arroz e feijão nosso para sempre. Ninguém quer uma vida sem isso. Alguns conseguem com maior facilidade que outros. Assim já era nas cavernas. Não é diferente hoje. Mas conseguem.
E por que?
E a resposta é: porque o ser humano veio com a finalidade de viver. E foi assim desde o princípio. Todos querem viver, ninguém quer morrer.
Mesmo nas piores condições de saúde, de ganhar dinheiro, de não ganhar nada, de estar bem ou de estar na pior, os humanos lutam pela vida. Essa condição de se estar respirando. Essa condição de poder dizer: estou vivo.
A espécie está sendo preservada. Só isso. Nada mais.
Qual seria outra razão?
Pois ainda continuamos fazendo tudo igualzinho aos homens da caverna.
Lutamos.
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O Natal
O natal não é um dia, nem uma árvore enfeitada, nem uma ceia com peru.
O verdadeiro natal nós o fazemos todos os dias quando respeitamos nossos semelhantes, olhamos nos olhos das pessoas ou sorrimos para um mendigo.
Quem sabe, seja natal também, quando choramos.
Afinal, ter alguém para chorar, alguém para sorrir, alguém para estar junto, é um grande natal. Seres humanos verdadeiros carregam o natal no coração em todos os momentos da vida.
Natal também pode ser, quando acreditamos que podemos, mesmo quando tudo parece dizer que não.
Quando conseguimos, no momento em que achávamos não poder. Só acreditando de verdade é que podemos colocar em nosso presente, os sonhos do futuro. Porque “a fé do tamanho de um grão de mostarda, pode mover montanhas”, e dar felicidade a muitos.
O espírito de natal tem que brotar do fundo de nossa consciência, colocando o poder do querer para funcionar para que possamos ver os bons momentos.
Se não, não vale a pena.
Jesus não deixou por escrito o dia de seu nascimento, porque queria que todos os dias fossem Natal.
Por isso que a magia de fazer acontecer, é que é ser Papai Noel.
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SABE MAMÃE?
Hoje compreendi que não fui um filho exemplar.
Sabe por quê? Porque quando era criança, você dizia – Calce os sapatos, não ande descalço - eu não calçava; vista um agasalho que está frio - eu não vestia; não coma doces demais - e eu comia.
Quando era adolescente, você dizia – olhe com quem anda, as companhias nos levam a fazer coisas, e algumas vezes nem sempre fazemos a coisa certa - mas eu não ouvia; não beba - eu bebia; não corra com o carro - e eu corria; cuidado com as drogas - mas fui experimentar.
Quando adulto, e a senhora já velhinha, eu lhe dizia: Não sei o que os velhos acham de viver tanto, será que não percebem que incomodam? Eu preciso viver minha vida!
E quando a senhora me perguntava alguma coisa com sua voz mansa, com cuidado para não me irritar, algo que lhe dizia respeito e com certeza seria importante para a senhora, mas não o era para mim, eu respondia com aspereza sem nem mesmo ouvir direito sua pergunta, e gritava:
- Será que não posso ter paz? Nem ir almoçar eu posso? Vou dar uma saidinha e tenho que ficar lhe dando explicações?
E a senhora calada voltava para o seu canto, ao silêncio que minha ignorância a obrigava ficar.
Quantas vezes não lhe dei o abraço que a senhora esperava, quantas vezes não respondi o ‘até logo meu filho’ ao sair para o trabalho. Tantas vezes deixei de ver o seu rosto sofrido, sofrimento causado pela minha aspereza e falta de respeito. Quantas vezes fingi não ver as lágrimas furtivas em seus olhos sempre meigos.
Quantos beijos eu lhe dei na vida? Não me lembro. Foram poucos. Afinal não tinha tempo para essas coisas.
Tanta vezes deixei de amá-la!
Hoje, aqui sentado ao lado de seu caixão, olhando seu rosto sereno como sempre, mas já sem lágrimas, vendo seu pequeno e magro corpo que nunca mais irá me incomodar, então tomo consciência de que nunca mais a verei.
Será que adianta lhe pedir perdão?
Perdão pelos beijos não dados, pela falta de respeito, pelo excesso de orgulho, mesmo sabendo que a senhora tem o direito de não perdoar?
Não a conheço bem! Não me permiti conhecê-la. Nunca estive muito ligado em seus sentimentos, não sei se me perdoará.
Mas mesmo assim, depois de tudo, espero que um dia me perdoe!
Sabe mamãe?
Eu a amo!
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A GOTA D'AGUA!
(Texto ganhador de três concursos literários, editado em duas antologias)
Numa linda manhã de sol, ao sair para o jardim de minha casa vi pousada displicentemente em uma folha da roseira mais alta, uma gota de água incomum. Seu brilho era tão intenso que precisei acostumar meus olhos a seu esplendor. Enquanto olhava, mais admirada ficava com o brilho que dela emanava. Embevecida, continuei ali a olhar para ela enquanto os minutos passavam.
Os raios de sol batendo em cheio naquela gota de orvalho, refletindo um lindo arco-íris, faziam-me pensar em prismas de cristais.
Havia algo de mágico naquele lindo pingo d'água.
Prestando melhor atenção, percebi que a seu lado uma margarida pedia com insistência para que ela caísse em suas pétalas para aliviar a sua sede. Do outro lado, uma rosa cheia de perfume, dengosa implorava seu frescor.
Com o calor do sol aumentando conforme os minutos passavam, todo o jardim ficava sedento. Então, quase em coro, as flores pediam para aquela maravilhosa gota d'água que lhes amenizasse a sede. No entanto, a bela e inatingível maravilha da natureza, ali ficava imóvel e silenciosa, não dando atenção aos apelos sedentos da população do jardim.
Uma velhinha que por ali passava, parou para olhar o belo jardim, e vendo a linda gota d'água pousada naquela folha, ficou por uns momentos a olhar os reflexos coloridos que cintilavam ao sol. Olhava e olhava! Mas a sede foi maior. Então, com carinho tomou em suas mãos a folha que servia de apoio para o repouso daquele pingo d'água, e quase com reverência a levou aos lábios secos. Fechou os olhos, e parecia fazer uma oração em agradecimento pela dádiva. Depois disso, a velhinha retomou seu caminho, levando nas faces um sorriso diferente, como se a felicidade a visitasse de repente.
Vendo a cena, fiquei imaginando, que aquela misteriosa e linda gota d'água, tendo pousado em meu jardim por pura obra divina, e depois de se negar a matar a sede das mais lindas flores, dignou-se a deixar alegre e feliz uma simples mendiga de rua.
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HOMEM NENHUM É MAIOR
Ser um objeto dentro do mundo, manipulado pelas raças e pelos poderes terrenos, quer sejam eles de natureza física ou da mente, é deixar-se levar pelas massas, não aproveitar o que de melhor a vida tem a nos proporcionar e não deixar transparecer o brilho de nossa alma para o mundo que nos cerca.
Viver não é uma tarefa fácil, mas também não é impossível de se contatar o verdadeiro caminho para uma vida melhor.
Ser um homem e uma alma ao mesmo tempo, dá um pouco de trabalho, mas com algum esforço se consegue. E é claro, além de se conseguir viver melhor, também fazemos a vida dos que estão ao nosso lado ser mais agradável, quer seja de uma forma ou de outra.
Devemos sempre levar em consideração os que nos cercam, pois deles depende também a nossa felicidade. Se os próximos estão felizes, por conseqüência somos felizes também.
Olhamos ao nosso redor e veremos a todo o momento pessoas que dependem de nós. Nossa família em primeiro lugar, nossos amigos, as pessoas que por algum motivo pedem algo para si e que nós possamos dar, enfim, uma grande quantidade de seres depende de nossos atos todos os dias.
Isto faz com que sejamos bem mais importantes no contexto cotidiano, assim como todas as pessoas que nos servem de algum modo também o são.
Se pegarmos algumas das coisas que usufruímos diariamente, como roupas, calçados, comida, luz, água, telefone e tudo o mais, e analisarmos com calma quantas pessoas estão envolvidas no sistema para que obtenhamos o produto final em nossas mãos, ficaremos impressionados de a quanta gente devemos favores e dependemos para viver.
Que tal? Conseguimos saber o total dessa gente maravilhosa que nos serve sempre, e que sem elas nenhuma dessas utilidades poderia estar disponível em nosso dia a dia, ou para que pudéssemos trabalhar em nossos empregos tranquilamente?
Aí me pergunto: Será que agradecemos a Deus o suficiente, por essas pessoas existirem e nos servirem com tanto esmero?
Pensando nisso, vemos que não somos os únicos a dar a alguém alguma coisa, e sim que somos mais um.
Percebemos então, que o homem não está só e não pode viver só, num mundo onde todos somos uma única célula.
Em um mundo onde todos somos um.
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UMA LUZ NA JANELA
Toda tarde quando voltava cansada do trabalho para minha casa, passava pelo centro da pequena praça de minha cidadezinha. Caminhando distraída pelas aléias cheias de flores, não percebia mais nada além do perfume no ar exalado pelas plantas e de uma janela que ficava ao fundo, destacando-se no escuro da tarde em seu retângulo iluminado. Todos os dias era a mesma coisa, quando entrava na praça, via ao fundo a janela e sentia o perfume no ar.
Passaram-se semanas naquela rotina.
Certa noite, voltando um pouco mais tarde que o costume, andei mais devagar pelas aléias perfumadas. De vez em quando parava para olhar ao redor, cheirava o ar. Mas alguma coisa estava diferente, e não conseguia imaginar no que poderia ser! Continuei andando pela praça, distraída e pensativa, até que me veio a lembrança: A JANELA!
Ora! Vejam só! O que me chamou a atenção foi isto: "a janela estava escura". Fiquei a imaginar o que teria acontecido! Porque a janela estava escura hoje? Provavelmente as pessoas que ali moram saíram, ou já foram dormir. Parei, e fiquei a olhar na direção onde deveria estar o retângulo de luz. Fiquei ali alguns minutos, sem pensar em nada, apenas olhando naquela direção. O barulho de um carro passando em uma rua lateral tirou-me então daquele devaneio, e voltando a realidade da vida, pensei: Como o ser humano se apega às mínimas coisas! Como aquela luz refletida em uma janela desconhecida, já fazia parte de meu dia a dia! O simples fato de não estar lá naquela noite, causou-me um sentimento de perda, ao ponto de fazer-me ficar ali parada, pensando! Como muitas outras coisas e acontecimentos, essa janela já fazia parte de minha jornada pela vida.
A vida das pessoas é feita de momentos, atos, pensamentos, luzes e sombras. Tudo medido de forma que nada esteja no caminho de cada um por acaso. Vem sempre na hora certa, nem mais cedo, nem mais tarde. Tudo tem sua razão. E vem na hora que deve ser.
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Voltando a Guarapari
Conheço o nosso Brasil de ponta a ponta. Norte a Sul, Leste a Oeste. Esse nosso Brasil lindo e faceiro. Mas nenhum lugar mais lindo que Guarapari. Não a Guarapari de hoje, já cheia de gente, poluída e suja. Mas a Guarapari daqueles dias, a quinze anos idos, quando a areia ainda era branca e o ar cheirava a maresia limpa. Pode chamar de nostalgia. Mas é pura vontade de ter ainda aquele sol boiando nas águas mansas, o ar matutino alegrado pelo vento nas folhas das palmeiras, o cheiro do pirão de alho misturado ao cheiro do café coado. A pousada era simples, sem riquefoques nem salamaleques. Apenas uma pousada perdida no areal, assombreada pelas árvores e palmeiras da região. O dono, um senhor já de idade, e sua filha, morena de encher os olhos dos marmanjos que por ali passavam. Cordiais e amistosos os dois. Davam as boas vindas, mostravam os aposentos, e deixavam o hóspede à vontade. Tão à vontade que alguns andavam de manhã até a noite, só de calção ou de biquíni, conforme o caso.
Saía todo mundo logo de manhãzinha. Aí eu quedava silenciosa em um canto, ia escrevendo as cores, os sóis, os verdes, tentando por no papel o colorido da vista que se abria ante meus olhos. Quando os outros voltavam, eu saía. Percorria então os arredores, ouvia o soluço das águas espraiando-se pelo areão, corria com algum periquito mais corajoso que se aproximava, sorria por sorrir ao lusco-fusco da noite que se aproximava.
Hoje já não é mais assim. Voltei lá para ver. E meu coração doeu com o que meus olhos viram. É! Pode ser saudade. Você tem razão!
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A vida como ela é
Sem rodeios, sem escalas, sem muito floreio. Assim é a vida no dia a dia. Não tem como ser diferente. Todos lutam, todos tentam, poucos conseguem. O sucesso depende de cada um. De como pensamos, de como agimos, de como tratamos o presente. Porque só dele depende o futuro de cada um. A esperança que está no olhar de um, está também no olhar dos demais, embora nem todos procurem a mesma meta. Mas todos tem um desejo, um lugar para chegar.
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A JUVENTUDE E A VELHICE
Entrei na loja de novidades e presentes naquela manhã fria e chuvosa, característica da região em algumas épocas do ano. Enquanto olhava os artigos expostos nas prateleiras, todos rigorosamente arrumados por tipo e qualidade, notei que uma senhora já com os anos bem adiantados, tentava chamar a atenção da vendedora no outro lado da loja. Continuei a olhar os objetos expostos, pois procurava uma caderneta de notas, com certo desenho na capa que minha filha de 10 anos se apaixonara ao ver a de uma amiga. E a senhora continuava a fazer ruídos com os dedos no balcão: toc, toc, toc, e nada da moça do outro lado da loja lhe dar atenção. De repente a senhora, já um pouco nervosa, falou alto:
- Moça! Quero pagar o lenço que peguei!
E a moça veio então com ar arrogante e mal educado:
- É claro que deve pagar se quiser levar! - falou com maus modos.
-Estou há vários minutos tentando chamar sua atenção, e você nem sequer olhou, quanto mais vir me atender - disse a senhora.
- Se quiser levar, pague e leve, mas deixe de perturbar!
A senhora então pagou o lenço e saiu, com a cabeça baixa e sem jeito.
Quando ela saiu a moça falou:
- Não suporto esses velhos chatos! Chegam a cheirar mal!
Com o coração penalizado, olhei em direção a senhora que saía da loja e pensei que hoje em dia, são poucas as pessoas que tem respeito por pessoas de idade. Os jovens pensam que sua paixão pela vida os tornarão imunes ao tempo e que nunca envelhecerão, tornando sua juventude eterna, e assim pensando, tratam com o maior desrespeito àqueles que foram jovens como eles, mas que o passar do tempo lhes branqueou os cabelos. Será que os idosos incomodam tanto por viverem? Será que o mundo não está andando porque nascemos, vivemos, envelhecemos e morremos?
A juventude de hoje deveria entender, que eles nasceram e estão caminhando para o mesmo patamar onde os idosos de hoje estão, e que com certeza sentirão a mesma dor quando seus filhos assim os tratarem, seguindo seu exemplo no desrespeito humano.
Hoje somos, amanhã não seremos mais.
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Calendário
Um dia tomei a decisão, de marcar no calendário um 'x' para cada dia que iniciava. Coisa sem nexo, coisa sem sentido, eu sei.
Mas a partir daí verifiquei o quanto estava passando depressa o tempo de minha vida. Antes não percebia isso.
O que é um calendário senão a marcação inexorável do passar do tempo?
Perguntamos: que dia é hoje?
É mais um dia que vai passar igual aos outros, não importa o que nele se possa inserir de bom ou de mau. Ele passa.
Não importa se fomos felizes ou passamos por maus pedaços. Não importa se colocamos no cofre da vida uma esmeralda de boas atitudes ou um tijolo de incompreensão. Ele vai passar.
E com ele passa mais um pouco de nossa história, quer seja construtiva ou não. Aí penso, de que vale conquistar mundos como Alexandre, defender direitos como Gandhi, tentar melhorar os homens como João XXIII.
De que vale incrementar a tecnologia ao ponto de podermos estar presentes no mesmo instante, em todo o planeta através da internet e do telefone.
De que vale uma mídia poderosa, que constrói e destrói mundos particulares a todo o momento.
De que vale isso tudo, se daqui a pouco o tempo passou, e cada um volta a seu princípio, virando pó ou cinzas.
Por isso, ao olhar o inexorável calendário, vê-se que o que vale de verdade, o que realmente interessa, é o que vivemos no momento, no agora de nossas vidas. O que vale mesmo, é tentar fazer o melhor possível para quando não pudermos mais marcar um 'x' no calendário, possamos fechar os olhos em Paz.
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A era de Aquário e seus portais
Um ponto importante para os humanos agora é compreender o que é uma ‘era’ no zodíaco. O pólo celeste, que resulta em uma extensão imaginária do pólo terrestre, executa um movimento circular, de leste para oeste, em sentido contrário dos signos, e que leva aproximadamente 25.794 anos para voltar ao ponto de onde saiu, (que seria o ano). Se divididos esses anos por 12 signos, teremos, com algumas variações, 2145 anos para cada Era astrológica, que seria o ‘mês’.
O que permite a entrada de uma era para a outra são os portais.
“Um portal é uma espécie de lacuna, como uma área neutra entre dois mundos, a princípio diferentes, mas que devem ser unidos. O universo é composto de inúmeros portais dimensionais onde a Terra caminha para a união com essas novas energias”.
O primeiro portal para a era de Aquários foi aberto em 11 de janeiro de 1992. Foi um chamado feito pelos Planos Superiores, ou ainda, uma ponte para um novo padrão energético e tecnológico do planeta.
Cada vez que um portal se abre, os seres humanos recebem um caudal de energias, com padrão vibratório mais elevado do que o normal, que agem como uma lenta e gradual preparação de nossas consciências para as mudanças energéticas que viveremos.
Em 17 de Setembro de 2001 começou a Idade da Luz, (considerado por alguns como outro portal) o início de uma nova jornada da evolução planetária.
(A pirâmide de Gizé guarda um calendário gravado em pedra, onde foram registrados todos os grandes acontecimentos da humanidade, desde 3999 AC até 17 de setembro de 2001).
A era de Aquário ainda não iniciou. Ainda estamos na era de Peixes que teve início aproximadamente em 500 d.C, (Em termos simples, dado que foi a última vez que, astronomicamente, o equinócio vernal ocorreu no primeiro ponto da constelação Áries, deixando-a e entrando na constelação de Peixes, altura em que os zodíacos ‘intelectual e natural’ concordaram. Hoje em dia, o equinócio vernal ocorre, astronomicamente, a cerca de nove graus da constelação de Peixes) e será apenas por volta de 2600 d.C., que realmente finalizará o movimento em retrocesso por Peixes e entrará na constelação de Aquário, segundo estudiosos como Carl Jung e outros. E como cada era dura aproximadamente 2 140 anos (com variações para 2 160), podemos estar a 632 anos do efetivo início da era de Aquários. Ainda não há nada preciso nem especificado até o momento. Sabemos apenas, que alguns portais já foram abertos, e que nos dirigimos céleres para lá, e que já sentimos as benéficas emanações de Luz dessa benfazeja Era.
A era de Peixes teve como característica principal, um período onde o homem precisava de um Poder Maior para guiá-lo, pois era incapaz de pensar por si mesmo.
Na era de Aquário o homem conhecerá a Verdade e será capaz de compreendê-la, vivendo em Paz e harmonia com a Natureza.
Em 14 de fevereiro de 2009, sem uma precisão de horário (+ ou - entre 4:00 e 7;25 horas), aconteceu um fenômeno astrológico de alinhamento de planetas (Marte e Júpiter) e o Sol com o asteróide Quiron, que nos colocou mais próximos da Era de Aquário. Mas ainda não nos introduziu nela. Quando lá estivermos, (se reencarnados) teremos o Poder da Chama Violeta, a cor máxima de vibração espiritual que dá o discernimento maior ao Homem.
Até lá, devemos nos preparar para vivenciar cada momento de oportunidade que aparecer, trazido pelas vibrações que de lá vêm, emanadas dos portais que se abrem em datas específicas.
Porque com o tempo a Terra passará por outras ascensões trazendo um futuro maravilhoso, mas só chegaremos a ele quando pudermos sentir e irradiar, da mais intensa forma, o mais nobre dos sentimentos, o maior sentimento deste universo e de toda a criação, o AMOR incondicional.
Algumas reflexões deixadas por pessoas que se importaram com o ser humano:
“Chegou a hora de nos acostumarmos a pensar de uma maneira nova no homem, na sociedade humana, na história e nos destinos do mundo” - Papa Paulo VI, na abertura da Assembléia Geral da ONU, em 1965.
“Não tenhais medo de olhar para frente, de caminhar para frente, rumo ao Novo Milênio. Um mundo novo deve surgir, em nome de Deus e do homem. Não recueis”. - Papa João Paulo II.
Quem sabe estes são os verdadeiros portais para a Era de Aquário?
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